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• Críticos Demais
• Alimentação saudável
• Antibióticos demais fazem mal a criança?
• O que fazer com o peso da mochila?
• Qual método de ensino é melhor?
CRÍTICOS DEMAIS
Se no começo da vida era um poço de onipotência, a partir dos 5 anos,
as crianças começam a perceber as próprias limitações. O resultado, às
vezes, é uma auto-avaliação crítica demais. O desenho está feio! “Eu
não sei escrever direito”, “Meu amigo é mais esperto que eu”, e assim
por diante. Faz parte do desenvolvimento emocional, já que nesta fase
a criança está aprendendo a enxergar o outro, que antes não existia no
seu mundo egocêntrico.
Surgem então, novos parâmetros. Como os pequenos nem sempre conseguem
ver os dois lados da moeda, se não é bom, é muito ruim! Seus
julgamentos são implacáveis.
Porém diante dessa autoflagelação, cabe os pais uma atitude
acolhedora. Vale lembrar aos filhos que eles ainda são crianças e,
portanto, estão exagerando no nível de exigência. Os pais precisam
ficar atentos com as cobranças excessivas para esse tipo de
comportamento não se acentuar.
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Na sua casa, o café da manhã, almoço ou jantar se transformam num
ringue de luta? Você brigando para o seu filho comer brócolis e ele
berrando que quer salsinha? Embates como esse surgem por volta dos 4
anos, quando a criança se torna extremamente seletiva nas preferências
alimentares.
Só quer comer o que gosta, incluindo as guloseimas que já conhece
nessa idade. O jeito é transformar a salsicha numa refeição saudável,
acrescentando um tantinho do odiado brócolis num molho vermelho para
servir com arroz.
Outra dica é modificar o preparo do alimento, o ovo que não agrada,
frito ou cozido, pode entrar na receita de uma torta.
Variar o cardápio também ajuda. A criança que só aceita macarrão, por
exemplo, pode comê-lo com molho vermelho e hambúrguer assado num dia,
com atum e azeitonas no outro, com frango desfiado e palmito num
terceiro.
Não há problema com o macarrão. Os asiáticos crescem comendo isso. A
questão é compor com outros grupos de alimentos.
PRATO DE CRIANÇA: Precisa ter um cereal, uma leguminosa, uma proteína,
verduras e legumes. Como arroz, feijão, carne, tomate e alface, ou uma
sopa com lentilhas, carne, cenoura e espinafre o importante é oferecer
variedade para a criança. Assim podemos ensinar a criança experimentar
aos poucos outros alimentos e formas as suas preferências.
Se seu filho costuma aceitar uma fruta como sobremesa, dá para ceder
ao pedido de uma guloseima depois do almoço. Ele estará satisfeito e
não vai se entupir de doce. Se não é chegado a frutas, controle mais
as guloseimas deixe para um ou outro lanche da tarde ou apenas para o
fim de semana.
SEM DITADURA: Quando nenhuma negociação funciona, os pais só não podem
ser vencidos por choros e birras. Eles devem respeitar a criança, mas
não podem permitir que as preferências dela ditem as normas da casa. É
preciso mais cuidado com a criança que não come nunca, tem aversão a
tudo. Converse com o pediatra para afastar a possibilidade de doenças
graves ou problemas emocionais que estejam interferindo no apetite da
criança.
ANTIBIÓTICOS DEMAIS FAZEM MAL A CRIANÇA?
O uso abusivo de antibióticos, principalmente sem orientação médica, é
prejudicial à saúde, sim. Quando usados em exagero, eles podem causar
alergias na pele, vômitos e manchas nos dentes. Os sintomas tendem a
desaparecer com a suspensão do medicamento. Tomá-los sem necessidade
pode deixar as bactérias nocivas resistentes ao medicamento. Assim,
quando for ingerido novamente, pode não fazer mais efeito. Segundo
especialistas, quanto mais resistentes as bactérias ficarem, mais
difícil será medicar a criança.
O QUE FAZER COM O PESO DA MOCHILA?
A discussão volta todos os anos, mas ainda não se chegou a uma solução
definitiva para o excesso de peso na mochila das crianças, que pode
causar de dor nas costas a distúrbios na coluna, como escoliose,
cifose e lordose além de má postura e lesão nas placas de crescimento
dos ossos. Quem deve resolver o problema? Os pais ou a escola? Cada um
tem que faz a sua parte.
As escolas podem contribuir colocando armários individuais para os
alunos e usando o bom senso na hora de fazer os horários para que não
seja necessário levar muitos materiais todos os dias.
Os pais, além de pesar a mochila, ela não pode ter mais do que 10% do
peso da criança, devem ficar atentos e ver se o filho não está levando
materiais supérfluos. O médico dá outras dicas:
• Compre um carinho para ajudar no transporte ( atenção, a
criança deve ficar ereta ao puxar o carinho, e não curvada)
• Escolha modelos de alças largas, do tamanho apropriado para
os pequenos, e ajuste a mochila na medida certa, sem apertar o tórax
da criança.
QUAL O MÉTODO DE ENSINO É MELHOR?
A dúvida sobre qual o método mais eficiente de alfabetização surge
quando chega a hora de a aprender o bê-á-bá. A incerteza aumentou com
a notícia de que até o Ministério da Educação MEC discute o melhor
caminho para ensinar a leitura e a escrita. Essa dúvida existe porque
confunde-se método com teoria.
Construtivismo, por exemplo, é teoria. Os métodos têm nomes
complicados: silábico, fônico, palavração, lingüístico. Segundo
especialistas, não existe o melhor ou o pior método, mas o adequado ao
seu filho e á sua família.
Por isso, os pais devem deixar de lado a nomenclatura e ser objetivos
sobre o que desejam da educação. Se preferem um estilo mais
convencional ou se apostam no construtivismo, por exemplo, a escolha
deve combinar com o jeito de ser da família. Até porque, segundo
educadores, qualquer método de alfabetização está bom se a criança
quiser aprender.